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domingo, 18 de dezembro de 2011

Ooooolé: O massacre do Barcelona sobre o Santos como oportunidade educativa

Deu-se a tragédia!

A vergonhosa derrota do futebol brasileiro hoje, representado pelo Clube Santista, trouxe à luz dos nossos olhos a cruel e desoladora verdade sobre o nosso futebol: Perdemos!

Perdemos todos!
Perderam a magia, a beleza e a arte de nosso belo jogo.
Perderam os artistas da bola, as crianças que crescem com a redonda no pé, que aprendem nas várzeas e campinhos, com bolas de meia e sem chuteiras.
Perdeu a subjetividade de nossa mais bela configuração cultural.

Ganharam os cartolas. Ganharam as incontáveis marcas que poluem as camisas de nossos times. Ganharam os empresários da bola, que esticam os braços de nossos jogadores, puxando e empurrando todos e cada um deles pra lá e pra cá como borrachas de amarrar dinheiro.


Ganharam os presidentes de clubes filhos-da-puta, que destruiram nossas bases, que liquidaram com o sentimento de pertencimento a um clube, que fizeram do ato de jogar futebol uma atividade esvaziada de sentido e repleta de cifras.

Trocamos acordes por cifras.

Mas, ao fim e ao cabo, sinto dizer caros empresário, perdemo todos.


A humilhante derrota do Santos, o baile dos espanhóis deixam evidente que perdemos o posto que por tanto tempo foi nosso. Não o posto de campeões inquestionáveis, mas o posto de jogar e fazer bonito. O posto de sermos respeitados e admirados. O posto de sermos, mesmo que não ganhemos, as autoridades no assunto.

Perdemos e perdemos feio demais.

Que tristeza ver um Santos humilhado, arrasado, amedrontado, pequeno diante da fera Barcelona. Ver o Barcelona jogar o futebol que outrora era o a marca do futebol brasileiro: beleza, eficiência e graça.

Eu fiquei constrangida diante da TV.

Os intelectuais (sobretudo da área de educação) que sempre acharam um absurdo o Brasil se orgulhar de seu futebol (leia o post anterior) devem estar felizes, porque naquilo que nos orgulhávamos e que nos representava como potência mundial, nisso, também falhamos.

E acredito que não há tristeza maior para o povo brasileiro do que perder sua identidade no futebol.


Fica a oportunidade educativa para técnicos, para dirigentes, para a imprensa esportiva do Brasil, sobretudo para a insuportável Revista Placar, que num ano tem mais de 6 capas com Neymar.

E fica para esse bom menino uma das maiores aulas de sua vida: Tem que comer muito feijão com arroz ainda para ser um Messi. Não porque o Messi em si é imabtível, mas porque tem sua trajetória, tem seu percurso, tem seus aprendizados com triunfos e derrotas. Sem isso, caro Neymar - que eu admiro e torço pelo sucesso - não há craque, não há ídolo, não há história.

Você é um menino, e isso não pode ser considerado um defeito, pelo contrário. Mas, não acredite em nada que a Globo, a editora Abril e toda essa corja lhe dizem. Acredite no que você faz, no que você vive e vê. Acredite nas pessoas de verdade e nos fatos em si. Porque a Globo e Cia. vão ser as primeiras a te dar um belo de um pé na bunda, quando você não lhes servir aos interesses de mercado.

Que a imprensa brasileira aprenda de vez que a notícia não é o fato. Que gritar durante todo o mês que Santos e Barcelona, que Neymar e Messi são do mesmo tamanho e força, não faz com que eles de fato sejam. Nós não acreditamos em vocês. Nós acreditamos nos fatos.

Eu espero que essa vergonha de hoje sinalize que a vitória da cifra sobre a chuteira representa uma derrota para todos. Esvaziar o futebol brasileiro de sua beleza, graça e talento é acabar com seu princípio, é acabar com o futebol em si.

O querido Sócrates, em entrevista a Maria Gabriela e também no Altas Horas, pouco antes de sua partida disse muito acertadamente que o Brasil precisa jogar futebol brasileiro. Enquanto tentarmos jogar futebol europeu, sairemos derrotados. (Veja post anteior a este, sobre Sócrates).

O que o futebol brasileiro tem de melhor é ser o futebol brasileiro.

Que ainda haja tempo para reconquistarmos essa qualidade

Se não, não haverá 'Santos' que nos salvem!

É bolada, brasileiro!

domingo, 11 de dezembro de 2011

FUTEBOL, POLÍTICA, EDUCAÇÃO E ARTE por José Miguel Wisnik

Este vídeo fez parte do vídeo maior que eu apresentei na minha defesa de mestrado.

Foi editado por mim e por Alexsandro Moreira, a partir do áudio de uma entrevista de José Miguel Wisnik para o programa Café Filosófico em 2009.


Não requer explicações, nem maiores introduções, porque ele é simplesmente demais.



domingo, 4 de dezembro de 2011

ADEUS AO SÓCRATES ARTISTA

Se fosse mesmo pra brincar com nome de Filósofo Grego, ele deveria se chamar Aristóteles, porque seu império era o reino das artes.

O Doutor Sócrates povoa meu imaginário, porque de todas as lembranças que tenho da minha infância, ainda em São Paulo, uma das mais fortes é a Copa de 82 e o show oferecido por ele e seus companheiros Zico, Júnior, Casagrande, Falcão, Oscar, Leandro, Éder, entre outros, além do querido Telê Santana.

Lembro-me que eu, com minha já desenvolvida mania para promessas, fiz uma promessa de que se o Brasil ganhasse aquele jogo contra a Itália, eu rezaria o pai-nosso. Coisa de criança. Mas, para adiantar o serviço, eu paguei a promessa antes da graça, o que segundo minha indignada irmã, também criança, acabou por provocar a derrota do Brasil para Paolo Rossi. Sim, historiadores, a culpa daquela dolorosa derrota foi minha!

Lembro-me da imagem do Dr. Sócrates como aquela figura imponente, mas simpática, politizada, aguerrida, lutando contra a ditadura, promovendo uma verdadeira revolução no Corínthians através da Democracia Corintiana, um marco do futebol mundial. Lembro-me de seu sorriso maroto e sua barba plena, coisa de militante!

Hoje é um dia especial. S. Ático e Dr. Sócrates vão assistir, juntos, a final do campeonato brasileiro de 2011 e, se der tudo certo, vão comemorar o triunfo do Timão. Meu pai com seu cigarrinho, o doutor com sua branquinha.

Sim, porque com moralismo ou com vícios a gente vai morrer de qualquer jeito e será muito mais feliz aquele que levar consigo não apenas o preço, mas o prazer, a felicidade e a liberdade de ter assumudo seus próprios desejos, desvios e transgressões. Hoje o cigarro e a cachaça não representam mais uma atitude de subversão e indisciplina, atitudes necessárias para o avanço da humanidade. Representam, pelo contrário, consumo e obediência. Que essa geração descubra o que de fato representa transgredir, desobededer, avançar, e eu, particularmente, acho que ela vai descobrir.

De cá, eu encaminho minhas saudades a esse grande corintiano, a esse grande brasileiro e o homenageio com fotos inesquecíveis e vídeos marcantes.

Adeus, Doutor! Adeus Artista!

É bolada, Magrão!!!


Sócrates no Altas Horas



Mais Sócrates no Altas Horas






terça-feira, 11 de outubro de 2011

BAHÊA MINHA VIDA - uma obra de arte

Meu pai do céu. Por onde começar? Do que falar?

Do filme em si?
Do primoroso trabalho de Márcio Cavalcante e sua equipe?
Da experiência única de ver este filme numa sala de cinema com a plateia mais surreal que qualquer pessoa pode imaginar?

Vou tentar.

Posso começar pela provocação de meu amigo, o querido Jean Wyllys, que desabafou no twitter que não entendia a comoção do futebol, por  mais que tentasse não conseguia passar mais que cinco minutos na frente da tv vendo um jogo. Obviamente seu comentário no twitter e no face recebeu muitos comentários, dos dois lados. Os que fechavam com ele e não viam sentido nos 22 homens atrás de uma bola, blablabla... E outros, que como eu, entendem que não é só uma questão matemática e lógica, mas que resume em atos, fatos e acontecimentos toda a existência humana. Eu que ainda não tinha visto o filme mas que já imaginava como seria emocionante, por ter visto inúmeros trailers e teaseares e porque Alam não só já tinha visto o filme como também viveu a batalha por um ingresso no Iguatemi, invadido por uma onda tricolor, tal qual Pituaçu em dia de jogo. Sem conseguir, saiu correndo para o Glauber Rocha, onde a histeria era menor... Sim, mesmo sem ter visto o filme ainda, eu disse a Jean para vir a Salvador para vermos juntos o filme, para ele entender e sentir o que é isso. E como eu estava certa. Depois, amigo, para batizar de fato, só uma partidinha no caldeirão...


Fila no Iguatemi para ver a estreia do filme
Mal sabia eu que o filme era muito, muito mais do que homenagem ao Esporte Clube Bahia, mais do que um filme sobre futebol, era uma linda poesia sobre a capacidade do ser humano de se entregar a alguma paixão. Paixão no sentido mais pleno do que qualquer outra cultura vai poder experimentar ou compreender. Mas o filme é ainda maior do que isso e essa experiência única, única, Jean, você tem que vir ver e lembrar, mais uma vez e sempre, o quanto é bom ser baiano. O quanto é bom ser Bahêa!

Pense numa sala de cinema em que a cada pessoa que entrava ouvia o bordão: "Bora Bahêa!" E respondia sorrindo, como filho que há muito tempo não vinha almoçar em casa: "Bora Bahêa." Isso depois de uma fila de uniformizados. Isso depois de uma semana em cartaz. Isso numa sala de cinema que não é das mais populares, reduto de intelectuais... Pois é...

De repente, um fi de deus bota o hino no celular. Toda a plateia canta junto. Todo o hino.

Uma plateia de amigos. Uma plateia de irmãos. Parecia uma grande família, almoçando junta.

Durante o filme, gritos de gol. gritos de guerra, cantação do hino, risos, lágrimas, tudo junto. Ao, fim aplausos e confraternização. Gente, uma experiência mesmo muito inusitada. Só quem viveu sabe.

Mas vamos ao filme.

UM ENCONTRO DE GERAÇÕES

Martio Bahia, grande ídolo
O filme é didaticamente dividido em capítulos, não acintosamente, mas fluentemente, dentro de sua dramaturgia de documentário-paixão.

Primeiro, fala-se sobre o futebol. Essa paixão, que como tal, não se explica, por mais que seja gostoso tentar. Tem fala de historiador, jornalista, jogador, torcedor, poeta... Todo mundo vive sua tentativa de explicação.

Aí, entra o time, o clube, a história. Numa primorosa pesquisa que  foi organizada também primorosamente para não cair na chatice em que muitos documentários podem cair, vamos conhecendo a história de nosso amado clube. Sempre com uma polifonia típica do tema. O que eu mais acho gostoso na minha pesquisa é que quando eu toco no assunto eu, que sou teoricamente a pesquisadora, sou a que menos fala. Todo mundo se sente especialista em futebol e é. Ninguém tem vergonha  ou pudor em dar sua opinião e todas as opiniões são ouvidas, comentadas, respeitadas. Assim também é o filme. Todo mundo tem o que dizer e tudo o que se diz, de onde se diz é importante, é fundamental!

Bel Bahia, patrimônio da nossa torcida
Aí, entra a parte para mim mais emocionante do filme. Parte que extrapola tudo o que eu esperava do filme. O encontro dos ex-jogadores do escrete de 59 é um primor. De tudo, por tudo. Senhores pais e senhroas mães: levem seus filhos porque é lindo ver aqueles velhinhos lindos, plenos, doces e que, mesmo com certa dor das limitações da velhice, desfilam suas memórias e sua presença para que aprendamos com eles. É simplesmente emocionante. A edição foi muito feliz em colocar as falhs de memória dos jogadores, não por ser engraçado, mas por ser tocante. Os olhos deles se reconhecendo, é demais. É emocionante. É quase cruel. Poucos são os que não choram. O que é Marito Bahia, meu Deus? E Rubem Bahia, jogador de 1931? Demais.

Lorinho, que amarrava os adversários em seu vudu abaianado
Aí, em dado momento, eu me dou conta de que estou prestes a descobrir o que dizer a meu amigo Jean. Vendo as imagens da torcida, belíssimas imagens, entendo porque o futebol é esse delírio. É porque no futebol, o homem vira menino. Gente, percebam os olhos de homens que se abraçam, que gritam, que choram, que declaram seu amor incondicional ao time. Os olhos, meu deus, são olhos de meninos. E Ziraldo, muito inteligentemente fez nosso mascote com a figura de uma criança. É isso que somos: crianças. E como tal, dedicamos toda energia e seriedade naquilo que fazemos. Acreditamos! É muita alegria por algo aparentemente tão simples. Um dos convidados (que eu não vou me lembrar quem) diz que o futebol é libertador porque o homem abre mão daquilo que lhe caracteriza como humano, que é a possibilidade de usar as mãos. Ele abre mão, deliberadamente daquilo que o identifica, e cria um mundo completamente novo e possível, fazendo mágica com os pés. Demais.

BA X VI: onde o clássico é pacífico


Dos títulos, passamos para o hino, que muito bem lembrado por outro convidado, é um hino à torcida e não necessariamente ao clube. Um chamado, uma trombeta de cavalaria.

Deste ponto, se não estou enganada, o filme avança para  falar da descida às séries B e C e do emocionante retorno. Marcelo Barreto, respeitado jornalista esportivo, lê seu belíssimo texto sobre a subida do Bahia - texto que eu já conhecia e já tinha divulgado aqui neste blog. Os depoimentos emocionantes continuam.

Agora, o que faz do filme um grande feito, não é cada coisa isolada em si. Não é um elemento que se destaca no filme. É o talento que Márcio tem para fazer das vozes populares o maior trunfo. Juca Kfouri é maravilhoso, Marcelo Barreto é demais, os outros comentaristas são muito bons, mas a voz do filme, ah, essa é do povo. Os personagens da torcida tricolor são as estrelas absolutas também do filme e é muito bom a gente reconhecer nas telas essas figuraças que a gente vê sempre que vai a Pituaçu. É lindo ver que eles fazem o filme, que eles são no fundo as grandes estrelas do Bahêa. E cá pra nós, eles falam com uma propriedade que estudioso nenhum jamais vai alcançar.

Bom, acho que não há muito mais o que falar do filme. Na verdade eu nem ando muito inspirada para escrever. Tenho me dedicado muito mais a ver, assistir e aprender.

Mas não poderia jamais deixar de registrar minha emoção e alegria com este filme.

Uma leve tristeza, porque vejo que minha pesquisa de doutorado, tão dura e tão racional jamais chegará perto de tanta beleza, leveza e magia. Mas, vou seguir tocando, né. É preciso terminar esse trem. E, pero que si pero que no, ficará mais um registro sobre essa linda torcida, em outra linguagem, em outra mídia, de outra forma. Minha contribuição.

Márcio Cavalcante - diretor


Obrigada, Márcio Cavalcante e equipe, por um trabalho tão primoroso e apaixonado. Espero que o filme possa circular no país todo, pois é uma grande obra e deve ser apreciada por muitos.

Espero que meu amigo possa assistir ao filme, talvez não mais aqui ao meu lado em Salvador, mas em qualquer outro lugar desse Brasilzão que ele tem percorrido. Que ele se lembre de mim, que sinta - mesmo que não entenda - um pouco desse jeito estranho de ser brasileiro e que perceba de alguma forma que contra tudo o que se possa dizer do futebol, para o bem e para o mal - que ele á algo nosso, intimamente nosso. E simples, e belo, e vivo e apaixonante. E que ele sinta alguma alegria, mesmo que estranha, em ver tantos homens-meninos, juntos, cantando e pulando felizes, esquecendo tantas mazelas e fazendo o que dá pra ser feito aqui nesse mundo estranho que a gente entende tão pouco mas do qual não se pode sair facilmente. Nessa hora, eu acho Jean, nós re-encontramos o princípio criador, e isso não é uma figura de linguagem, não é uma hipérbole. Isso pra mim, é real.


É bolada, Tricolor-estrela!

domingo, 28 de agosto de 2011

OXE, QUE BAÊA É ESSE, RAPÁ? ou: Livrando a cara de René Simões

Uma voz masculina para pôr um pouco de testosterona nesse blog. Fala Alam Félix*:

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Nem bem o jogo terminou e começaram as especulações de que a cabeça de Renê Simões iria rolar.

Desculpem-me os entendidos da bola, mas quem menos tem culpa do rendimento deste escrete tricolor é o nosso querido treinador. Nosso time joga bola, mas não consegue render, falta fundamento... não só isso falta muita coisa.

Será falta de treino?

Falta também muita vergonha na cara.

Voltemos ao jogo contra o Ceará... O trabalho de Renê Simões é armar o time em campo de forma que a equipe crie jogadas com chances reais de concretisar a meta. Só Lulinha teve duas chances claras, Jones outras três irritantes chances perdidas e outras tantas de Júnior que meus nervos perderam as contas. Se nossos atacantes não estão tendo competência na hora de empurrar para as redes a culpa, definitivamente, não é de Renê, o time chegou lá na cara do gol e não soube aproveitar.

O Ceará produziu pouco durante o jogo (devo estar louco! 3x0 queria mais?) o Baêa segurou legal no 1º tempo e também até criou mais contra um Ceará retrancado e jogando com três zagaeiros; foi senhor absoluto também no 2º tempo até levar o segundo gol, e aí foi um Deusnosacuda!

O segundo gol vai pra conta do Paulo Miranda que continua cometendo erros fatais e o terceiro vai pra conta do tal do Thiago que não é goleiro nem aqui, nem em lugar nenhum! PelamoedeDeus! Coloco na conta do professor só a substituíção de Lomba por Thiago, porque não o Omar? Essa peste de frangueiro não segura nada, é pior que arame liso, a gente sofreu o que sofreu no Baianão, o que é que esse cidadão faz no banco do Baêa? Pior: ele entra no jogo!!!! O melhor goleiro do estadual foi contratado pelo esquadrão, não foi?

Cadê Jair? Cadê João Neto?

Não vamos depositar a culpa dos insucessos do time em Renê, não, mas quem é que vai pagar a conta?

Com certeza a torcida que lota Pituaçu a cada jogo e na maioria das vezes sai de lá triste e revoltado. Que 'inhaca' da zorra é essa rapá? Essa história de que joga bem e não levou já deu. A gente quer muito mais que isso aí. Jobson vai fazer uma falta retada, mas a gente continua torcendo porque é torcedor, mas a gente tá de olho. Tamo livrando sua cara aí Renê, mas acorda esse povo senão a gente vai invadir essa porra de campo e fazer nosso protesto. Pronto, falei.





Alam Félix é professor de teatro e tricolor fanático, obviamente!


É bolada, torcedor especializado!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

HOCKEY: Uma cidade desvelada num esporte paixão nacional - Por Cecília Accyoli

Gente.

A bonita da Cecília não foi para Pituaçu com a gente, quando a turma de doutorado foi ver BAHIA X NÁUTICO o ano passado. Ela foi viver coisa parecida lá no frio do Canadá, pode? E aí, a gente conversando sobre a experiência eu a INTIMEI a escrever para o Blog. Quando ela voltar, já sabe, né: sol escaldante na cabeça. Pituaçu, sem falta, bonita.

Curtam um pouquinho da paixão nacional canadense.


Cecília, cumprindo créditos no Canadá

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Como me descobri CANUCK!!! Cecília Accioly


A convite de minha querida Drica, aceitei o desafio de escrever esta nota sobre uma experiência completamente nova:

Assistir (e torcer) a um jogo de Hockey!

Fomos, eu e alguns amigos canadenses, a um típico pub, em Downtown Vancouver, assistir à semi-final da Stanley Cup – da Liga Nacional de Hockey (NHL). A primeira coisa que passou pela miha cabeça foi: como se assiste a este jogo? Quais as regras? Pode gritar? Como seria torcer por um jogo que eu ainda não conhecia?

O jogo: San Jose Sharks vs. Vancouver Canucks. Semi-final. Jogo de volta – os Canucks ganharam o primeiro na ensolarada casa do adversário. O pub lotado. Todos em seus acentos com olhos nos enormes televisores espalhados pelo local. Todos de azul, branco e verde...eu estava de azul.

E para comer?? Via os garçons freneticamente passando com os enormes sanduíches – tamanho canadense – muitos nachos, yam fries... para mim: Chicken BBQ pizza. O jogo teve sabor de pizza de frango ao molho de churrasco com cebolas roxas, coentro e jalapeño. Enormes copos de cerveja de aveia desfilavam e faziam barulho nas mesas, acompanhando os sons dos talheres, das conversas...

O jogo começa...uma enorme tensão se instala. Primeiro, o hino estadunidense do adversário visitante, depois, o local para, todos se levantam, e cantam a plenos pulmões com todo orgulho seu hino bilingue: “O Canada! Our home and native land! … Ô Canada! Terre de nos aïeux...”, “O Canada, we stand on guard for thee. … Protégera nos foyers et nos droits”. O disco é liberado, e começa o movimento dos jogadores.

A velocidade é incrível! A agilidade dos jogadores também. O jogo dura um total de 60 minutos, divididos em três tempos de 20 minutos, com intervalos de trinta minutos e mais dois minutos de intervalo durante cada tempo para os comerciais da TV. Sendo necessário, tem-se mortes súbitas até que o jogo se defina.

E, de repente, aqueles cidadãos silenciosos, com um enorme respeito ao espaço individual alheio, que falam baixo, e se tocam em caso de necessidade ou intimidade se transformam.

Eles gritam como se interferissem no andamento do jogo, xingam o técnico, o juíz, levantam, roem unhas, acompanham com radinhos (no país da tecnologia, são seus iPods, iPads, iPhones4...mas da mesma forma que conhecemos aquelas criaturas que precisando de mais de uma narração assistem pela TV e ouvem seus radinhos de pilha que não abandonam neste momento de sofrimento, paixão...deleite.).

E o grito de GOOOOOOLLLLL! Sim, no Hockey grita-se gol...Goal! Meta atingida! E as pessoas se abraçam...e se sentem no estádio – por sinal bem perto dali – e beijam suas camisas, e choram, e pedem mais cerveja, e comem mais snacks...e eu mais uma fatia de minha pizza.

Resultado do Jogãããão: 3 para o Canucks, 2 para o Sharks! Sim...os tubarões perderam num jogo eletrizante, hipnotizante, de movimentos rápidos, certeiros, de lâminas cruzando o gelo, de jogadores imprensados contra as paredes que cercam a arena, de tacos e miras e um fantástico espírito de equipe! Lindo!

E o VANCOUVER CANUCKS, após 17 anos, está na FINALLLLL!!!! O narrador gritava sem parar! Do jeito que nós conhecemos, falando rápido, abraçando os comentaristas – técnicos, jogadores e juízes antigos que, não atuando mais, participam com seus discursos verbais...

E vi a cidade tomada por bandeiras, pessoas orgulhosamente vestidas....e percebi que elas sempre estiveram lá...explodindo deste amor pelo time, mesmo ele não estando numa final há 17 ANOS. Mas de repente às enxerguei pelo jogo, e de repente eu estava torcendo também, e de repente gritava xingamentos e falava com o técnico através da TV... e perguntei a um de meus amigos o que significava Canuck...: “é o mesmo que canadense, só que num apelido...”. E lembrei da Bahia e do Baêa... e via as pessoas gritando “Go Canucks, Go!” nas ruas...e os mesmo dizeres nos ônibus...e vi uma cidade apaixonada...e pelo jornal, um país apaixonado pelo seu representante nesta copa norteamericana.

A Grande Final terá início nesta quarta-feira, 1 de junho de 2011. Mas o sofrimento é enorme, pois dura 7 jogos. E dia quinze de junho de 2011 teremos finalmente o resultado, na Arena Rogers, Casa dos Canucks, do último jogo entre o time de Vancouver e o BOSTON BRUINS.

Uma linda batalha do Oeste contra o Leste... E que vença o melhor...mas, de coração, GO CANUCKS, GO!!!!!

É bolada, canadense!!!

Links elucidativos:

http://www.nhl.com/index.html


http://canucks.nhl.com/

sábado, 9 de abril de 2011

A VOZ DO CAMPEÃO

Está em cartaz em http://www.artedoespectador.blogspot.com/ a entrevista com Edvard Passos e Narcival Rubens, diretor e ator, respectivamente, do espetáculo A VOZ DO CAMPEÃO, em cartaz no Teatro SESC - Casa do Comércio, às quintas e sextas, 20h30.

Mas, como eu sou boazinha, vou postar aqui também, e ainda com bônus, viu.

Não deixe de prestigiar o espetáculo. Vale muito a pena. Amanhã publico meus comentários no mesmo blog.








É bolada, torcedor-espectador.

sábado, 20 de novembro de 2010

20 de novembro e O negro no Futebol Brasileiro

Para não deixar passar em branco esta data importante, em que a rua foi tomada de trios elétricos, nossa indiscutível marca, por dois motivos distintos mas tão semelhantes: Um trio no Campo Grande conduzia a marcha e a festa da CONSCIÊNCIA NEGRA. Do outro lado da cidade, três trios animam a inacabável festa do acesso do Bahia, mesmo com a derrota de hoje.

Coinscidência? Não. Tenha certeza que não.

O texto abaixo deve ser lido e considerado em seu contexto, obviamente. Já lá se foram mais de 40 anos e a situação, o discurso, o contexto, tudo isso mudou. O que não faz do texto e do livro sobre o qual comenta, um importante documento histórico sobre essa história que se completa: a do negro e a do futebol brasileiro.

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A VEZ DO PRETO - Édison Carneiro - 1964 (Texto das Orelhas da 2ª edição do livro de Mário Filho)

Esta crônica viva, movimentada, alegre, de êxitos e insucessos, avanços e recuos, marchas e contramarchas do negro na batalha que travou por um lugar no futebol metropolitano exemplifica a extrema versatilidade com que, historicamente, o nosso irmão de pele escura vem conquisntando, em todos os terrenos, a igualdade com todos os brasileiros.

A batalha particular do negro é quase toda a história do futebol - e, afortunadamente para nós, as suas várias peripércias são narradas ppor um homem tão senhor do assunto como Mário Filho, um velho sportman que conhece de primeira mão grande parte do que relembra, restaura e revive. E podemos dizer, com ele, que ao menos no futebol, chegou 'a vez do preto', tão bem simbolizada no triunfo mundial de Pelé.

Quando o futebol começou a candidatar-se à preferência popular, faltavam ao negro dinheiro e posição social. Naqueles tempos, as regatas e as corridas de cavalos eram as diversões prediletas. Esporte era para ricos, para brancos, ou pelo menos, para pessoas de boa família. O futebol não excluiu, inicialmente, o negro, mas não lhe deu as mesmas regalias que ao branco. O negro se conformava, parecia conhecer o 'seu' lugar, e o branco podia assumir a confortável atitude de bom senhor em relação aos escravos dóceis e obedientes.

O paternalismo desse primeiro período não durou muito. O interesse do público aumentava cada dia - o futebol não dava camisa a ninguém mas dava renome e fama - o remo e o turfe passavam a segundo plano - e houve um recrudescimento do preconceito de cor. No espírito do tempo, os ominosos tempos em que o fascismo estava em ascenção no mundo, a Amea, uma liga local, e a CBD se lançaram a campanhas de 'arianização' do futebol, afastando dos times jogadores pretos e mulatos, então numerosos - conta Mário Filho - nos clubes do subúrbio Bangu, Andaraí, América, Vasco, São Cristóvão. Tão deliberada era essa atitude dos racistas do futebol que nem mesmo se importavam co o risco da derrota em partidas internacionais. A ofensiva segregacionista fez as suas baixas nas hostes de cor - feridos, estropiado, desertores. Alguns tentaram disfarças a cor - Friedenreich engomava o cabelo, houve um mulato que cobria o rosto com uma camada tão espessa de pó-de-arroz que acabou dando o famoso apelido ao Fluminense. Outros, mais seguros de si, como Robson, declaravam já terem sido pretos. Outros se envergonhavam e se deixavam subjulgar, como Manteiga, que aproveitou a primeira oportunidade para voltar à sua terra, a Bahia, ou Leônidas que, vilipendiado, se refugiou em São Paulo. Outros ainda se asilaram em times estrangeiros. Em geral, porém, o negro não se deu por vencido - e, no campo e na pelada, com paciência e obstinação desenvolveu a perícia que, logo que os tempo mudaram, em especial após algumas derrotas memoráveis em campos estrangeiros, lhe abriu de novo as portas do clube. O negro não recebia um favor - não se confiava mais na vondade e na tolerância do branco, estava seguro das suas próprias forças e possibilidades, estava preparado para competir com quem quer que fosse em igualdade de condições.

Tudo isto está contado, com as minúcias naturais a quem conheceu de perto os acontecimentos que narra, neste livro de Mário Filho, em que estão vivos, estuantes de vida, no acerto e no erro, nas suas debilidades e nas suas virtudes, Friendereich, Manteiga, Leônidas, Domingos da Guia, o técnico Gentil Cardoso, Zizinho, Jair, Jaime de Almeida, Didi, Pelé e tantos outros, negros e mulatos de ontem e de hoje que deram o que podiam à glória e ao esplendor do futebol brasileiro.

Édison Carneiro - Historiador e escritor

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É bolada, meu Nego.

sábado, 23 de outubro de 2010

FELICIDADES, MEU REI

Hoje o queridíssimo Pelé completa 70 anos de idade.

Nada mais justo do que um 5 X 1 do Baêa como presente.

Muitos anos de vida, meu rei.

Nós, baianos, o admiramos muito, mesmo tendo vencido seu glorioso Santos em 1959, nos tornando o primeiro time campeão do Brasil e primeiro time brasileiro a dosputar uma Libertadores. Coisas do Futebol.

FELICIDADES, REI PELÉ!!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ENCONTRO COM JOSÉ MIGUEL WISNIK

É meu povo, ontem (19/10) foi um dia muito importante para esta pesquisadora.

Eu encontrei pessoalmente com a minha bibliografia. Rsrsrs. Digo, com meu autor querido, um pilar da minha dissertação e sem dúvida um dos responsáveis pelo meu apreço pelo futebol nos termos em que tenho hoje, mais do que tinha, sem dúvida, antes de ler seu livro, assistir em vídeo suas palestras, ou mesmo apenas ouví-lo em programas de áudio, como é o caso do Café Literário, onde ele trata do tema.

No V INTERCULTE  - Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologia e Educação, promovido pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO - UNIJORGE, a palestra de abertura foi, na verdade, uma aula show com os artistas José Miguel Wisnik e Arthur Netrovisk. Um passeio por canções do nosso repertório, pela nossa poesia, pelas obras dos próprios artistas e muitos comentários que nos elevaram a alma.

De futebol, ele não falou, infelizmente, mas tudo vivido ali foi muito bom. E depois da grande aula (apesar dos graves problemas técnicos imperdoáveis, em se tratando de palestra de músicos) a hora da tietagem: pegar autógrafo, falar da minha pesquisa, dar uma revista onde tenho artigos publicados, passar o endereço dos blogs, enfim, ficar perto dessa pessoa que eu admiro tanto para trocar um pouquinho de energia, mais do que de idéias porque a fila da babação tava era grande e simancol é uma coisa que eu tenho...

Ficam algumas fotos do evento para vocês curtirem. Para completar a alegria só faltava o Baêa ter ganho o importante jogo daquela noite, o que não aconteceu. Mas, paciência, né, torcedora... faz parte do futebol. No sábado a gente ganha em Pituaçu de novo!








É bolada, leitor-admirador-aprendedor!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A carta aberta de juristas em defesa de Lula


Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo.

Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.  Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato.

Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio
AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC
ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP
ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE
ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP
ARTUR STAMFORD - Professor da UFPE
CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP
CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB
CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e Professor da UFF
DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP
DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ
DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP
ENZO BELLO – Professor da UFF
FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio
FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ
FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP
FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP
FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio
GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP
GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio
GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
GUSTAVO JUST – Professor da UFPE
HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB
HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES
IGOR TAMASAUSKAS - Advogado
JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA
JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Pernambuco
JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE
JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie
LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS
LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE
LUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP
LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado
LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça
LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR
MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio
MARCELO CATTONI – Professor da UFMG
MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco
MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio
MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado
MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de Direito da UFC
MARCOS CHIAPARINI - Advogado
MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA
MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário

MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR
MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP
RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE
REGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio
RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR
RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ
ROBERTO CALDAS - Advogado
ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio
SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP
THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio
WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ
WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A MIDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA


Leonardo Boff*
Fonte: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/09/24/animos-se-acalmam-a-8-dias-da-eleicao/


Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa.

Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de 
fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública.

São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, em que se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo  respeito devido  à mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma)a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo,  Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula.

Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. 

Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros.  Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo.

Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceitual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros.

De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa  e de classe média baixa se fizeram classe média. 

Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, a melhorar de vida, enfim.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome.

Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil.

Vai  ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela Veja faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais, não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista? Ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

 *Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ADÉLIA PRADO, escolas e meninos (A João Vicente que se recusa diária e veementemente a ir para a escola)

"Desejo a morte de tudo que obriga um menino a escrever: mãe, estou desesperado.


O que é que eu faço, em que língua vou fazer um comício, uma passeata que irrompa nos gabinetes, nas salas de professores que tomam cafezinho e arrotam sua incomensurável boçalidade sobre o susto dos meninos desarmados?

Fazem política, os desgraçados, brigam horas e horas pela aula a mais, o tostão a mais, o enquadramento, o quinquênio, o milênio de arrogância, frustração e azedume.

Deus te abençoe filhinho, vai pra escola, seja educado e respeitador, honra teu mestre.

Mestre?

Onde é que tem um mestre no Brasil pra que eu lhe beije as mãos?

Jã não basta ser gente para encarnecer de dor? Ainda tem as escolas que se aplicar neste esmero de esvaziar dos meninos seu desejo de bois, gramas e pequenos córregos?

Ó, ofício demoníaco de encher de areia e confusão o que ainda é puro e tenro cálice.


Não quero dar aulas, ó meu deus, me livra desta aflição, me deixa dormir, me deixa em paz, aula de nada, de nada, aula de religião eu não quero dar.

Falo e me aflijo porque sei que não tem outro caminho senão começar de baixo, de trás, do fim da história, quando Deus pega Adão e lhe mostra as coisas, lhe deixa dar nome às coisas, lhe deixa, lhe deixa, ruminando seu espanto, sua alegria, sua primeira palavra...

Ó senhor presidente, ó senhor ministro, escuta: O menino foi à escola e escreveu a sua mãe: estou desesperado.

Escuta quem tenha ouvidos: os meninos do Brasil fenecem entre retórica, montanhas de papel e medo.
Entre ladrões, como Cristo na cruz."

(Adélia Prado: SOLTE OS CACHORROS, 1979)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CARLOS DRUMMOD DE ANDRADE e o futebol


Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas-de-pau.
Mesma volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São vôos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entraçados.
Instantes lúdicos: flutua
O jogador, gravado no ar
- afinal, o corpo trinufante
da triste lei da gravidade.

In Poesia errante
http://www.carlosdrummonddeandrade.com.br/poemas.php?poema=30

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O EXEMPLO MAIS EFICAZ DE TODOS

Quando a gente quer que alguém entenda o que a gente está falando, ou a gente desenha, ou dá um exemplo. E geralmene o exemplo é categórico, fulminante, eloquente.

Exemplo 01:

Aqui, um trecho de uma entrevista de Mário Prata sobre a leitura no Brasil. Quer entender, veja o exemplo:

Diário de Natal: E aquela história que todo mundo fala que não lê mais porque livro no Brasil é caro?

Mário Prata:
Quantas pessoas cabem no Machadão? 40 mil. Um América e ABC dá 40 mil pessoas lá. O ingresso custa R$ 40. Tem gente que vai quatro vezes por mês no futebol e não compra quatro livros por ano. O livro custa R$ 39,90, tem livro de R$ 30, de R$ 20. Então, é desculpa. Pouquíssimos livros no Brasil vendem 40 mil exemplares, e estádio todo domingo tem cinco ou seis lotados no Brasil. Então, essa desculpa não cola.

Veja a entrevista na íntegra: http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2010/09/entrevista-de-mario-prata-escritor-ao.html
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Rárárá. Eu adoro esses exemplos. Sempre meu bom futebol como referência.


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Exemplo 02:

Quem assistiu Uma noite em 67, Gilberto Gil respondendo aos repórteres da Jovem Pam sobre o impacto de encarar a platéia na defesa de sua canção Domingo no Parque?


Gilberto Gil: Aquilo foi demais. Parecia platéia de futebol.

Veja o trailer deste filme maravilhoso:





É bolada, exemplificador!!! (nossa, essa ficou horrível!!!)

domingo, 18 de julho de 2010

ESTAR SENDO, TER SIDO - Hilda Hilst

"... e eu choro, Hermínia, choro de velho que estou, ou que me sinto. Choro porque não sei a que vim, porque ficquei enchendo de palavras tantas folhas de papel... para dizer o quê, afinal? do meu medo, um medo semelhante ao medo dos animais escorraçados, e pânico e solidão, e tantas mesas tantos livros tantos objetos... esculturas, cerâmicas, caixas de prata... aliso-me e minha pele está cheia de manchas e meio amarela... não sei o que é, mas sinto que devo ir a algum lugar onde encontrarei alguma coisa. alguma coisa ligada a alguma luz, talvez um laranja, um amarelo dando para o ferrugem ou para o tijolo..."

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FUTEBOL E MÍDIA - O jogo de cada um - Por George Matos*

Que o futebol mexe com os corações e mentes de muita gente todos sabem. Que o espetáculo é fascinante também é do conhecimento e sentimento de todos. Principalmente em época de copa do mundo e, mais ainda, quando se trata de Brasil, afinal este é o “país do futebol”. Nas praças, parques, bares e mesmo nos locais de trabalho não se fala outra coisa.

A mídia – jornais, televisão, rádio, etc - por sua vez, dá total cobertura ao evento, ocupando boa parte de suas páginas ou de seu tempo de transmissão produzindo “polêmicas” e discutindo futilidades, como, nesse ano, a questão do fazer ou não fazer sexo pelos jogadores, ou as promessas de Maradona de ficar nu caso a Seleção Argentina ganhasse, ou sobre as vuvuzelas. Esquecendo, muitas vezes, de assuntos mais importantes para a vida do brasileiro, como a discussão e a aprovação do novo marco regulatório para a exploração do petróleo brasileiro. Ou mesmo de assuntos ligados ao futebol que realmente são de interesse público, como os negócios e as cifras geradas pela “indústria do esporte”, que explica as reportagens e notícias que aparecem nos telejornais e jornais e que muitas vezes não conseguimos entender.

Quando tratou da “polêmica” em torno da bola oficial que será utilizada no mundial, a imprensa nacional foi bastante superficial, noticiou apenas a “insatisfação” de alguns jogadores em relação ao objeto de disputa nas partidas. Silenciou-se ou escondeu-se o verdadeiro motivo em torno da referida “polêmica” que era o fato da disputa comercial entre a Nike e a Adidas, que utilizaram seus “garotos propagandas” para atacarem, no caso daquela, ou defenderem, no caso desta.

Outro ponto que a mídia nativa silencia é o fato da produção da famosa jabulani está ligada ao trabalho aviltante. A Índia e o Paquistão são os maiores fabricantes de bolas de futebol do mundo. Conquistaram esta posição por causa do trabalho semi-escravo de famílias pobres. Os intermediários fornecem às famílias o material: pedaços de couro, agulhas e linha. Mulheres e crianças ganham entre 55 e 63 rupias paquistanesas por bola costurada, o que corresponde entre U$$ 0,65 a U$$ 0,75, ou entre R$ 1,17 e R$ 1,35. Num dia normal de trabalho, com jornada de 8 horas, o trabalhador consegue fazer até seis bolas, o que lhe permite uma renda de cerca de R$ 205/mês.

Mais um tema que foi mantido na sombra e que, provavelmente não virá à tona, e, se vier, só acontecerá quando terminar a festa de encerramento do campeonato e, mesmo assim, de forma superficial, é o volume de dinheiro gerado e movimentado pelo evento, bem como os lucros auferidos pelos agentes envolvidos. Enquanto os torcedores do Brasil e do mundo alimentam o sonho de um dia participar desse megaevento, onde esse esporte, com sua magia, é a principal atração, nos bastidores, toda emoção é administrada em escritórios, por executivos que estão, unicamente, pensando nos cifrões

Estima-se que a Copa da África do Sul vai produzir um impacto econômico da ordem de 12 bilhões de dólares, em todo o mundo. Sendo que a FIFA, produtora do evento, irá faturar em torno de 3,2 bilhões de dólares, advindos basicamente da cessão de transmissão do evento para a TV e do marketing, tendo um lucro líquido de mais de 2 bilhões de dólares, pois investiu pouco mais de 1 bilhão de dólares. Quem menos vai ganhar são os Sul- Africanos, haja vista as receitas dificilmente superem os investimentos, que foram da ordem de 7,5 bilhões de dólares em 5 anos.

Como a próxima Copa do Mundo será realizada aqui no Brasil e o futebol tornou-se uma indústria bilionária, cujos interesses não estão nas arquibancadas, mas nas contas bancárias e a imprensa passou a fazer parte dessa indústria, é bom que fiquemos de olho nos gastos públicos e façamos uma leitura crítica da cobertura esportiva, tentando desvendar os interesses, sobretudo econômicos, que estão por trás. O Brasil só sairá lucrando com a copa de 2014, se os investimentos sejam no sentido de intervenções nas cidades sedes para melhoria das condições de vida dos habitantes, mormente nas áreas de saneamento, transporte público, trânsito, segurança, esporte, lazer e geração de emprego e renda.

* George Matos é um amigo de longas datas que entende de futebol, política e um bocado de coisa.