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segunda-feira, 16 de abril de 2012

O TRICOLOR VEM À CAATINGA

É isso, leitor abandonado!!!!

Depois de tantas mudanças (narradas no www.artedoespectador.blogspot.com )eis que me dedico novamente à minha pesquisa querida e eis que para celebrar esta volta vou neste domingo (22 de abril) ao Estádio Lomanto Júnior ver o meu Baêa jogar com o Vitória da Conquista pelas semifinais do Baianão.

Será uma linda festa porque estarei em casa, de novo, depois de tantos anos, indo ao estádio onde vi há mais de duas décadas (eu ainda era uma menina) o Serrano enfrentar o Flamengo de Zico (nem sei se Zico veio) sei que achei lindo aquilo tudo.

Vou torcer pelo Bahia, porque em Conquista sou Serrano. E estou bem feliz com o embalo do meu tricolor.

Fica o convite para os amigos conquistenses. Vamos lotar o Lomantão. Vai ser uma festa linda.

Aí eu volto pra casa, leio, leio, leio, escrevo, escrevo, escrevo e embalo o doutorado que tá na hora, né?


É Bolada, torcedor catingueiro!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

BAHÊA MINHA VIDA - uma obra de arte

Meu pai do céu. Por onde começar? Do que falar?

Do filme em si?
Do primoroso trabalho de Márcio Cavalcante e sua equipe?
Da experiência única de ver este filme numa sala de cinema com a plateia mais surreal que qualquer pessoa pode imaginar?

Vou tentar.

Posso começar pela provocação de meu amigo, o querido Jean Wyllys, que desabafou no twitter que não entendia a comoção do futebol, por  mais que tentasse não conseguia passar mais que cinco minutos na frente da tv vendo um jogo. Obviamente seu comentário no twitter e no face recebeu muitos comentários, dos dois lados. Os que fechavam com ele e não viam sentido nos 22 homens atrás de uma bola, blablabla... E outros, que como eu, entendem que não é só uma questão matemática e lógica, mas que resume em atos, fatos e acontecimentos toda a existência humana. Eu que ainda não tinha visto o filme mas que já imaginava como seria emocionante, por ter visto inúmeros trailers e teaseares e porque Alam não só já tinha visto o filme como também viveu a batalha por um ingresso no Iguatemi, invadido por uma onda tricolor, tal qual Pituaçu em dia de jogo. Sem conseguir, saiu correndo para o Glauber Rocha, onde a histeria era menor... Sim, mesmo sem ter visto o filme ainda, eu disse a Jean para vir a Salvador para vermos juntos o filme, para ele entender e sentir o que é isso. E como eu estava certa. Depois, amigo, para batizar de fato, só uma partidinha no caldeirão...


Fila no Iguatemi para ver a estreia do filme
Mal sabia eu que o filme era muito, muito mais do que homenagem ao Esporte Clube Bahia, mais do que um filme sobre futebol, era uma linda poesia sobre a capacidade do ser humano de se entregar a alguma paixão. Paixão no sentido mais pleno do que qualquer outra cultura vai poder experimentar ou compreender. Mas o filme é ainda maior do que isso e essa experiência única, única, Jean, você tem que vir ver e lembrar, mais uma vez e sempre, o quanto é bom ser baiano. O quanto é bom ser Bahêa!

Pense numa sala de cinema em que a cada pessoa que entrava ouvia o bordão: "Bora Bahêa!" E respondia sorrindo, como filho que há muito tempo não vinha almoçar em casa: "Bora Bahêa." Isso depois de uma fila de uniformizados. Isso depois de uma semana em cartaz. Isso numa sala de cinema que não é das mais populares, reduto de intelectuais... Pois é...

De repente, um fi de deus bota o hino no celular. Toda a plateia canta junto. Todo o hino.

Uma plateia de amigos. Uma plateia de irmãos. Parecia uma grande família, almoçando junta.

Durante o filme, gritos de gol. gritos de guerra, cantação do hino, risos, lágrimas, tudo junto. Ao, fim aplausos e confraternização. Gente, uma experiência mesmo muito inusitada. Só quem viveu sabe.

Mas vamos ao filme.

UM ENCONTRO DE GERAÇÕES

Martio Bahia, grande ídolo
O filme é didaticamente dividido em capítulos, não acintosamente, mas fluentemente, dentro de sua dramaturgia de documentário-paixão.

Primeiro, fala-se sobre o futebol. Essa paixão, que como tal, não se explica, por mais que seja gostoso tentar. Tem fala de historiador, jornalista, jogador, torcedor, poeta... Todo mundo vive sua tentativa de explicação.

Aí, entra o time, o clube, a história. Numa primorosa pesquisa que  foi organizada também primorosamente para não cair na chatice em que muitos documentários podem cair, vamos conhecendo a história de nosso amado clube. Sempre com uma polifonia típica do tema. O que eu mais acho gostoso na minha pesquisa é que quando eu toco no assunto eu, que sou teoricamente a pesquisadora, sou a que menos fala. Todo mundo se sente especialista em futebol e é. Ninguém tem vergonha  ou pudor em dar sua opinião e todas as opiniões são ouvidas, comentadas, respeitadas. Assim também é o filme. Todo mundo tem o que dizer e tudo o que se diz, de onde se diz é importante, é fundamental!

Bel Bahia, patrimônio da nossa torcida
Aí, entra a parte para mim mais emocionante do filme. Parte que extrapola tudo o que eu esperava do filme. O encontro dos ex-jogadores do escrete de 59 é um primor. De tudo, por tudo. Senhores pais e senhroas mães: levem seus filhos porque é lindo ver aqueles velhinhos lindos, plenos, doces e que, mesmo com certa dor das limitações da velhice, desfilam suas memórias e sua presença para que aprendamos com eles. É simplesmente emocionante. A edição foi muito feliz em colocar as falhs de memória dos jogadores, não por ser engraçado, mas por ser tocante. Os olhos deles se reconhecendo, é demais. É emocionante. É quase cruel. Poucos são os que não choram. O que é Marito Bahia, meu Deus? E Rubem Bahia, jogador de 1931? Demais.

Lorinho, que amarrava os adversários em seu vudu abaianado
Aí, em dado momento, eu me dou conta de que estou prestes a descobrir o que dizer a meu amigo Jean. Vendo as imagens da torcida, belíssimas imagens, entendo porque o futebol é esse delírio. É porque no futebol, o homem vira menino. Gente, percebam os olhos de homens que se abraçam, que gritam, que choram, que declaram seu amor incondicional ao time. Os olhos, meu deus, são olhos de meninos. E Ziraldo, muito inteligentemente fez nosso mascote com a figura de uma criança. É isso que somos: crianças. E como tal, dedicamos toda energia e seriedade naquilo que fazemos. Acreditamos! É muita alegria por algo aparentemente tão simples. Um dos convidados (que eu não vou me lembrar quem) diz que o futebol é libertador porque o homem abre mão daquilo que lhe caracteriza como humano, que é a possibilidade de usar as mãos. Ele abre mão, deliberadamente daquilo que o identifica, e cria um mundo completamente novo e possível, fazendo mágica com os pés. Demais.

BA X VI: onde o clássico é pacífico


Dos títulos, passamos para o hino, que muito bem lembrado por outro convidado, é um hino à torcida e não necessariamente ao clube. Um chamado, uma trombeta de cavalaria.

Deste ponto, se não estou enganada, o filme avança para  falar da descida às séries B e C e do emocionante retorno. Marcelo Barreto, respeitado jornalista esportivo, lê seu belíssimo texto sobre a subida do Bahia - texto que eu já conhecia e já tinha divulgado aqui neste blog. Os depoimentos emocionantes continuam.

Agora, o que faz do filme um grande feito, não é cada coisa isolada em si. Não é um elemento que se destaca no filme. É o talento que Márcio tem para fazer das vozes populares o maior trunfo. Juca Kfouri é maravilhoso, Marcelo Barreto é demais, os outros comentaristas são muito bons, mas a voz do filme, ah, essa é do povo. Os personagens da torcida tricolor são as estrelas absolutas também do filme e é muito bom a gente reconhecer nas telas essas figuraças que a gente vê sempre que vai a Pituaçu. É lindo ver que eles fazem o filme, que eles são no fundo as grandes estrelas do Bahêa. E cá pra nós, eles falam com uma propriedade que estudioso nenhum jamais vai alcançar.

Bom, acho que não há muito mais o que falar do filme. Na verdade eu nem ando muito inspirada para escrever. Tenho me dedicado muito mais a ver, assistir e aprender.

Mas não poderia jamais deixar de registrar minha emoção e alegria com este filme.

Uma leve tristeza, porque vejo que minha pesquisa de doutorado, tão dura e tão racional jamais chegará perto de tanta beleza, leveza e magia. Mas, vou seguir tocando, né. É preciso terminar esse trem. E, pero que si pero que no, ficará mais um registro sobre essa linda torcida, em outra linguagem, em outra mídia, de outra forma. Minha contribuição.

Márcio Cavalcante - diretor


Obrigada, Márcio Cavalcante e equipe, por um trabalho tão primoroso e apaixonado. Espero que o filme possa circular no país todo, pois é uma grande obra e deve ser apreciada por muitos.

Espero que meu amigo possa assistir ao filme, talvez não mais aqui ao meu lado em Salvador, mas em qualquer outro lugar desse Brasilzão que ele tem percorrido. Que ele se lembre de mim, que sinta - mesmo que não entenda - um pouco desse jeito estranho de ser brasileiro e que perceba de alguma forma que contra tudo o que se possa dizer do futebol, para o bem e para o mal - que ele á algo nosso, intimamente nosso. E simples, e belo, e vivo e apaixonante. E que ele sinta alguma alegria, mesmo que estranha, em ver tantos homens-meninos, juntos, cantando e pulando felizes, esquecendo tantas mazelas e fazendo o que dá pra ser feito aqui nesse mundo estranho que a gente entende tão pouco mas do qual não se pode sair facilmente. Nessa hora, eu acho Jean, nós re-encontramos o princípio criador, e isso não é uma figura de linguagem, não é uma hipérbole. Isso pra mim, é real.


É bolada, Tricolor-estrela!

domingo, 18 de setembro de 2011

POEMINHA PARA O TORCEDOR

TORCEDOR É BICHO BESTA, BESTINHA.

QUANDO O TIME PERDE É O PIOR DO MUNDO
O MUNDO VAI ACABAR
AS PAREDES VÃO DESABAR

MAS BASTA UM TRIUNFO
UM TRIUNFOZINHO

O CORAÇÃO DISPARA
OS BRAÇOS, SOLTOS NO AR
A GARGANTA EXPELE UM GRITO
E A JANELA GANHA UMA BANDEIRA

A GENTE DORME SORRINDO
A ESPERANÇA ACALANTA A ALMA

MAS CALMA,
MUITA CALMA

SOUZA AINDA É SOUZA
E A ZONA AINDA É SOMBRA

MAS A SEMANA
É TRICOLOR ATÉ QUARTA-FEIRA

E, ENTÃO, MAIS UMA VEZ
COMEÇA UMA NOVA EXISTÊNCIA

DE ALEGRIA OU DE DOR
SÓ SABEMOS POR VIVERMOS


EU AMO SER TORCEDORA

sábado, 17 de setembro de 2011

BAHIA MINHA VIDA - Tá mais perto do que longe

Está prevista para 30 de setembro a estreia do grande filme BAHIA MINHA VIDA, sobre esta grande torcida. Aqui, mais uma vez, um tequinho dessa alegria:




É BOLADA, ESPECTADOR!!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bahia e a crise de abstinência

Confesso que estava curando minha dor, me recuperando da agonia sofrida no domingo último. Era onze de setembro e o Baêa entrou em campo pra homenagear a data provocando o maior TERROR para sues torcedores. Comecei o campeonato dizendo para todo mundo que o Bahia ia brigar pela Libertadores, que o time só faltava afinar, tinha potencial, etc...É amarga a minha constatação, a ficha definitivamente caiu, o Baêa é (ou está) um time pequeno e joga para não cair pra segunda divisão.

Este 2 X 0 foi um tiro de misericórdia. Não dá pra vislumbrar mais nada a não ser a fuga da Z-4. A mudança de técnico foi pra quê mesmo? O Baêa de Renê era muito mais ofensivo, a principal caracteristica daquele time era a velocidade no contra-ataque. O que o Baêa de Joel nos apresentou neste dois jogos? Um time lerdo, lento, uma lerdeza de dar nos nervos, melhor, o time é um bando de cachorro doido correndo de um lado para outro sem objetivo nenhum.

Tem que dar uma comida de rabo nesses caras, temos que APERTAR A MENTE desse povo, tumutuar essa porra… Que merda é essa véio! Os salários estão atrasados? Esta merda desse Carlos Alberto é um puta de um preguiçoso, é um verdadeiro conto de fadas: fala bonito, sacode os cabelos, reclama com a arbitragem, se joga, prende a bola e perde a bola armando (quase sempre) o contra-ataque do inimigo, ou seja, improdutivo absoluto. Pra que botar dois meias de armação com limitações fisícas tão agudas como  Carlos Alberto e Ricardinho? Esse outro escroto é mais uma desgraça na minha equipe, só de lembrar o jogo contra o corínthians dá vontade de matar.

Tirando Tiago e Marcos (ói eu pagando minha língua novamente) que, em certa medida, ofereceram resistência ao Galo, o resto do time nem merece menções, mas mesmo assim, não posso deixar passar em branco porque o ataque tricolor com Júnior e Reinaldo foi tão efetivo quanto minha avó sozinha (que Deus a tenha), jogando sentanda e de olhos vendados. Uma falta de vontade, concentração e velocidade que faz a gente chorar de saudade de Ávine e Jobson. Jancarlos não tem mais condição de jogar, ao que me parece sua carreira acabou no ano passado naquela falta no 3 X 0 contra o Naútico. Titi também foi mal como a zorra, já Paulo Miranda foi o grande vilão da noite, e tem errado constantemente regularmente continuamente muito muito nos jogos anteriores. Dessa vez, ao invés de proteger a bola até ela sair pela linha de fundo e ganhar o tiro de meta, botou a bola pra fora gerando um escanteio que gerou um pênalti (falta dele mesmo) que gerou uma expulsão (dele mesmo) que gerou um gol aos 48' do primeiro tempo depois de esgotado os acréscimos.

O primeiro tempo era um show de horrores, a torcida do Atlético estava virada na porra com o time e parecia até que o cenário poderia ficar melhor para esquadrão após o intervalo. Mas o Bahia queria muito perder o jogo e Paulo Miranda não ia deixar barato. Após o já citado escanteio, ele e sua mania constante de segurar os outros foram premiados com o já citado pênalti e o segundo cartão amarelo + vermelho que acabou com a já citada expulsão. Isso depois dos já citados acréscimos esgotados e em um lance que o juiz precisava “interpretar”. Que Bahia caridoso. Que juiz atento!!! Gol de Magno Alves e um a menos pro segundo tempo.

O segundo tempo foi só terror, o bahia não pegava na bola. foi horrível... Pra não perder o costume Tiaguisse no segundo gol, o bicho ficou o pé no chão, a bola passando do seu lado e ele não se jogou (acho que era pra não se sujar). Maranhão entrou no lugar de Ricardinho, Jones no lugar de Reinaldo e Danny Moraes no lugar de Júnior mas a miséria já estava feita. Fora uma cabeçada bêba de Jones no travessão, o segundo tempo foi um miséria, aliás, todo o jogo foi, no geral, sem inspiração, sem reação, estabanado e desestimulado. TERROR, TERROR, TERROR...  "Papai" Joel vai ter que trabalhar muito porque acho que os sete anos rebaixado deixaram o Bahia apegado demais com as séries B e C. O tricolor está viciado passando por uma crise de abstinência. Valei-me meu pai, socorre aqui: "eu estou vestido com as armas de Jorge para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem, para que meus inimigos tenham pés e não me alcançem, para que meu inimigos tenham olhos e não me vejam". Atôtô.

Alam Félix

domingo, 4 de setembro de 2011

CHOCOLATE PRA CIMA DO FLAMENGO

O treinador Eduardo Barroca, interino (é, não é mais novidade que Renê dançou), escalou o seguinte time para o jogo de hoje: Tiago (que medo); Jancarlos, Paulo Miranda, Titi e Dodô (ai, meu deus); Fabinho, Fahel, Carlos Alberto e Ricardinho (minha mãe nos acuda); Souza (socorro!!!) e Reinaldo (acuda, meu pai!). Meu receio se estabeleceu de imediato pois esse time não é nem de longe o que de melhor o esquadrão já mostrou nesse campeonato nacional de 2011.

Depender de Souza e Reinaldo é o fim. Será que a direitoria não vai trazer nenhum reforço pro ataque? E Dodô? Maranhão jogou tão bem naquela posição no último jogo! Insistir com Ricardinho e Carlos Alberto juntos é disputar quem é o mais lento. E Tiago, por que meu Deus?!? Olhe Omar aí, homem!

Mas, eis que a estrela do interino brilhou, E BRILHOU MUITO!!!! Meu Baêa jogou o jogo todo. Todo mundo jogou bem, não  se apequenou diante do flamengo, que, diga-se de passagem, apostava numa vitória fácil para tirar o pé da lama. Com esta derrota o rubro-negro carioca soma o sexto jogo sem vencer.

O Baêa aguerrido dominou o jogo, teve a posse de bola e manteve o rubro-negro recuado a maior parte do tempo. Até mesmo as mexidas foram acertadas, Eduardo Barroca colocou Diones no lugar de Carlos Alberto, que cansou no segundo tempo e já tava rifugando; Júnior entrou no lugar de Souza (grande atuação, pasmem!, participou de dois gols e marcou um, cansou e pediu pra sair; Jones substituiu Reinaldo, esse andou sumido no primeiro tempo, mas apareceu bem no segundo.

O futebol desses caras estava escondido onde? Como é que faz um jogo horroroso na quinta-feira e chega no domingo e dá o maior CHOCOLATE no flamengo em pleno Engenhão? Com direito a OLÉ!! Esses caras estavam era querendo derrubar o Renê, rapaz.

Que meu Baêa continue brocando assim, que esse resultado seja uma constante e o caminho do gol tenha chegado definitivamente no intinerário dos meus atacantes. Mais um, mais um e nós vamos colocar mais uma estrela no peito, Amém!

Amanhã completo 38 anos de idade, aceito esse triunfo como um presente do esquadrão de aço para mim e que sirva também de aviso pro Joel Santana que está chegando: "somos grandes" e temos qualidade.

Bora Baêa minha porra!
Alam Félix

domingo, 28 de agosto de 2011

OXE, QUE BAÊA É ESSE, RAPÁ? ou: Livrando a cara de René Simões

Uma voz masculina para pôr um pouco de testosterona nesse blog. Fala Alam Félix*:

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Nem bem o jogo terminou e começaram as especulações de que a cabeça de Renê Simões iria rolar.

Desculpem-me os entendidos da bola, mas quem menos tem culpa do rendimento deste escrete tricolor é o nosso querido treinador. Nosso time joga bola, mas não consegue render, falta fundamento... não só isso falta muita coisa.

Será falta de treino?

Falta também muita vergonha na cara.

Voltemos ao jogo contra o Ceará... O trabalho de Renê Simões é armar o time em campo de forma que a equipe crie jogadas com chances reais de concretisar a meta. Só Lulinha teve duas chances claras, Jones outras três irritantes chances perdidas e outras tantas de Júnior que meus nervos perderam as contas. Se nossos atacantes não estão tendo competência na hora de empurrar para as redes a culpa, definitivamente, não é de Renê, o time chegou lá na cara do gol e não soube aproveitar.

O Ceará produziu pouco durante o jogo (devo estar louco! 3x0 queria mais?) o Baêa segurou legal no 1º tempo e também até criou mais contra um Ceará retrancado e jogando com três zagaeiros; foi senhor absoluto também no 2º tempo até levar o segundo gol, e aí foi um Deusnosacuda!

O segundo gol vai pra conta do Paulo Miranda que continua cometendo erros fatais e o terceiro vai pra conta do tal do Thiago que não é goleiro nem aqui, nem em lugar nenhum! PelamoedeDeus! Coloco na conta do professor só a substituíção de Lomba por Thiago, porque não o Omar? Essa peste de frangueiro não segura nada, é pior que arame liso, a gente sofreu o que sofreu no Baianão, o que é que esse cidadão faz no banco do Baêa? Pior: ele entra no jogo!!!! O melhor goleiro do estadual foi contratado pelo esquadrão, não foi?

Cadê Jair? Cadê João Neto?

Não vamos depositar a culpa dos insucessos do time em Renê, não, mas quem é que vai pagar a conta?

Com certeza a torcida que lota Pituaçu a cada jogo e na maioria das vezes sai de lá triste e revoltado. Que 'inhaca' da zorra é essa rapá? Essa história de que joga bem e não levou já deu. A gente quer muito mais que isso aí. Jobson vai fazer uma falta retada, mas a gente continua torcendo porque é torcedor, mas a gente tá de olho. Tamo livrando sua cara aí Renê, mas acorda esse povo senão a gente vai invadir essa porra de campo e fazer nosso protesto. Pronto, falei.





Alam Félix é professor de teatro e tricolor fanático, obviamente!


É bolada, torcedor especializado!

domingo, 21 de agosto de 2011

JUIZ, FÉLA DA POOTA, vai esculhambar o jogo de outro

Eu juro que eu me controlei pra não escrever, porque ia ficar parecendo mágoa de cabocla, parecendo choradeira de quem perdeu, mas agora num dá mais, né gente...

E vai numa linguagem de torcedor mesmo, viu.




A gente vai fingir que não tá uma esculhambação este campeonato brasileiro até quando, hein? A gente vai fingir que num tá vendo o esquema montado para manter os times da ‘periferia’ do Brasil fora dos grandes campeonatos, longe das zonas de classificação, até quando?

Quantos times do Nordeste e do Norte ainda estão na série A? Até quando? É um esquema, gente, tô falando.

Porque, pela mãe do guarda, o que os juízes têm feito com o time do Bahia neste campeonato é uma coisa assustadora. Vai dizer que eu tô exagerando? Gols legais anulados, pênaltis não marcados para nós e marcados para eles quando não há, cartão amarelo a toda hora, passar do tempo regulamentar e dos acréscimos anunciados, fala sério.

O Bahia, como grande time que é, vai se mantendo firme, dando trabalho para os grandes times. Diz pra mim se o Bahia não deu baile no Corinthians, no Santos, no Flamengo, no Fluminense e mesmo no Vasco? Diz, honestamente se não é time pra G4. É, gente. Não ganhou, mas também não perdeu para times que estão no G4. E o líder só ganhou porque o juiz roubou mais do que político quando se elege. Que porra de jogo foi aquele? E Neto dizendo que o Corinthians tava melhor... a onde? Sofrendo pra manter o 1 X 0 fruto de um pênalti roubado.

Ah, tá ficando feio e chato e a gente precisa fazer alguma coisa, fazer um barulho. Acabar com essa sujeira a gente não vai, mas pelo menos tem que dizer que tá feio, que tá todo mundo percebendo.

E não é só contra o Bahia, não. Depois dos jogos, é uma chuva de denúncia nas redes sociais. O Inter hoje com o Flamengo... Olha gente, eu sei que estudo futebol na academia, e não sou assim especialista no jogo pra falar com propriedade de macho, mas peraí, eu achei o juiz muito ladrão pro Flamengo. Muito cartão amarelo pro Inter, o gol de Ronaldinho foi meio roubo do cara lá na barreira, num foi não? Eu hein.

Isso não é de hoje, né. Aqui mesmo nesse blog eu falei do Vasco de 23, quando todos os times cariocas se indignaram que aquele time de pretos que acabara de subir para a primeira divisão estava ganhando de todos. Não conseguiram tirar o campeonato do Vasco, mas pelo menos tiraram sua invencibilidade que tornava a humilhação ainda maior. Todos os times cariocas se juntaram, sobretudo os arquirrivais Flamengo e Fluminense, para baterem no Vasco (que agora cresceu, virando time grande e ganhou roubado do Bahia, quando o jogo já tinha acabado e o juiz não marcou a falta no goleiro do Bahia).

E como se os juízes não fossem suficientes para a sacanagem, ainda escalaram para o time da putaria os comentaristas da Globo e da Band que para humilharem o futebol do Norte-Nordeste (e tudo o mais que a gente fizer por aqui) até deixam de ser rivais. Isso sim é INACREDITÁVEL. ISSO SIM É UMA BOA DUMA BOLA MURCHA.

Quem consegue assistir a um jogo na Band, quando o time adversário é paulista? Fala sério, eles não percebem, não, que aquilo é uma vergonha? Que eles simplesmente ignoram que o Brasil é muito mais do que São Paulo. Eles narram o jogo sempre do ponto de vista do time paulista. Bem assim é a Globo com os times do Rio. Ok, quer colocar torcedor para comentar, coloca dos dois times, porra. Eu sou corintiana também, mas aguentar Neto, ninguém merece, né. E cá pra nós, eu já cansei da briga encenada dele com o insuportável do apresentador do Terceiro Tempo que eu esqueci o nome e tô com preguiça de procurar. Chato! Milton Neves, lembrei quando estava revisando o texto.

E os comentaristas da Globo? Júnior, flamenguista e Casagrande, corintiano. Dá pra ser feliz com tanta manipulação?

Eles, além de desagradáveis eles fazem um papel nojento, que é o de esconder as merdas que os juízes vêm fazendo. Eles mesmos, podem perceber, se dedicam meia hora a defender o juiz quando a merda é inegável. Eles querem colocar a todo custo a leitura deles na cabeça dos espectadores. O lance do gol de Ronadinho mesmo hoje, e o cartão vermelho do Inter, eles falaram demais. Se tivesse mesmo tudo certo eles não precisariam fazer tanta falação. A gente sente a voz deles insegura, vê que eles tão criando uma argumentação para livrar a cara do juiz e não permitir que a polêmica seja criada durante a semana nos botecos, bancas, padarias e açougues... Eu estudo recepção, gente, eu sinto a dissimulação.

Ai, que raiva, viu.

E tem mais, eu acho isso uma sacanagem com o futebol e um tiro no pé. Porque vai ficar tão feio que a gente vai acabar escolhendo algo que realmente nos represente, que fale de nós. Estão definitivamente tirando o futebol do povo, fazendo dele um negócio podre, burocrático, falso, manipulado, tirando dele seu elemento fundamental que é o destino, o imponderável, o emergente. Sem isso, acabou. Para ver cena montada a gente tem os teatro, que passou pelo mesmo processo de burocratização e sequestro de seu verdadeiro dono: o povo. Pois a gente vai fazer o mesmo que fizemos com o teatro: Vamos deixar de lado, deixar de ir, deixar de ver, deixar de acreditar.

Eu sempre quis, na minha pesquisa, identificar uma possibilidade do teatro encontrar no futebol uma forma de voltar ao povo, até o momento em que me dei conta que o futebol já era em si o teatro do povo.

Mal sabia eu que era o futebol quem corria o risco de se vender como o teatro. Queria que ainda houvesse salvação, mas pra ser sincera, não acredito não.

E que ironia do destino. Vai acabar o juiz tendo não só o poder de acabar com o jogo, como também pôr fim ao futebol. Que cômico. Que trágico.


É BOLADA, TORCEDOR USURPADO!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

UMA TORCIDA ARTILHEIRA

Gente, gente.

A vida está uma loucura lá pras bandas do http://www.artedoespectador.blogpsot.com/

Bem que Jesus avisou que em tendo dois deuses, num momento você abandona um para cuidar de outro.

E fora o blog, tem todas aquelas questões políticas e cotidianas no facebook, orkut e twitter.

As loucuras de Dona Dilma Roussef com esses estúpidos religiosos fundamentalistas. Porra, Dona Dilma!!!
Os desmandos do governador-vaidoso que só pavão, Jacques Wagner.
A inconpetência retumbante de João Henrique.
A estréia de Piratas do Caribe...
A pesquisa de doutorado (cá no fim da lista. rsrsrs)

Enfim, muita coisa para essa mãe-professora (em greve), pesquisadora-cozinheira-lavadeira de roupa que não pode ir pra máquina...

Mas, nada, absolutamente nada pode me impedir de comentar o jogo de ontem, né...



Torcida começa a lotar o caldeirão de aço - Richard Souza - Correio da Bahia
 Os insuportáveis repórteres-comentaristas-garotos-propaganda de tudo que puder ser anunciado naquele chato daquele programa da Bandeirantes já estavam fazendo bolão para ver se o Flamengo ia dar 4 ou 6 a zero no meu tricolor. Afi, que aquilo foi enchendo a gente... O Gaúcho (porque Ronaldo só tem um), reservou boate e tudo mais para comemorar a suposta vitória (argh).

Mas esse povo deve achar que tá fazendo é novela e não futebol. Certos de que sabiam o final, já tinham como certo não apenas a vitória (argh) do Flamengo, mas também a lavada.

Lavada?

Lavada ficou a alma do tricolor quando o Bahia fez o primeiro gol! Eu fico só imaginando a coisa linda que deve ter sido Pituaçu, porque eu não pude ir. Quando tentei comprar ingresso, já era até piada, não tinha nem pra remédio.

A cidade era tricolor geral! Que torcida linda, gente. Vai enfrentar um monstro do futebol brasileiro, sabendo que seu time tá daquele jeito que a gente não queria, mas ainda assim, veste sua camisa, hasteia suas bandeiras, coloca seus bonés, adorna sua janela, tudo para fazer parte da grande festa do futebol Baêano.

E eu digo, quem ganhou esse empate foi a torcida tricolor. Penso se Aristóteles estivesse vivo, ele ia ficar no meio da torcida gritando: CATARSE! CATARSE!

Porque foi isso que aconteceu em Pituaçu ontem. Pense a torcida tomando a virada do Flamengo. TERROR E MISÉRIA!

Agora, pense o torcedor do Bahia, acostumado a tomar gol, coitado, nos últimos minutos, fazer o gol de empate aos 44,quando o Flamengo já julgava o jogo ganho. PAIXÃO E ÊXTASE! Meu pai. Eu imagino o que foi aquele caldeirão.

E eu, que estava trabalhando no teatro, fazendo a cobertura de dois espetáculos no mesmo dia, acompanhava, enlouquecida, com as informações de Alam, que discretamente acompanhava o jogo pelo fone, mesmo fotogranfando o espetáculo. Quando o Flamengo virou, a gente desligou o rádio. Nada de tristeza. E qual não foi nossa surpresa quando a gente foi ouvir os comentários e soube que o nosso tricolor tinha empatado. Afi... parece quen não sabe o que é futebol...

Agora, é torcer - mesmo - para que este elenco novo de fato faça o campeonato como fez o jogo de ontem: com fibra, com sangue no olho, com vontade de ganhar. Quando o jogo for fora, fecha os olhos e pensa que a gente, a grande nação tricolor, está ali, de coração, em frente às TVs e coladinha nos rádios, vibrando, vestindo a camisa, beijando a bandeira e tabelando com o time para que seja um belo retorno à série A, como o Bahia merece, como o Bahia pode fazer.


O Flamengo se deu conta, ontem, de que sua torcida é grande, é linda, mas não é a única e que com Nordestino, meu pai, o buraco é mais em baixo...


É BOLADA, TRICOLOR DE AÇO!!!

domingo, 8 de maio de 2011

DE MENINOS E DE 'LOBAS' - Iniciação de um garoto e recordações feministas

Eu sei que hoje começam as finais do Campeonato Baiano e o que se espera de um blog sério sobre futebol é que este seja o assunto. Mas já que tem blog sério demais falando sobre o assunto e ele literalmente não me inclui, vou falar das delícias de ser Bahia, mesmo sem título estadual há dez anos. Com essa dor a gente convive e um dia ela passa. Pior era estar na Série B.

Patrícia Pires Pacheco, a nossa adorada PPP, é amiga de longas datas. Ainda não é loba, mas eu precisava de um título, né... E como hoje é dia das mães, publico aqui seu depoimento emocionado, sobre suas recordações feministíscas sobre o futebol e sobre a iniciação de seu filho macho Bahêa no ritual do futebol. De quebra, umas palavrinhas saudosistas do papai de Jerônimo, mais uma baêazinho retado.

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Eu não gosto de futebol.


Mas já foi pior... até pouco tempo atrás eu odiava futebol.

Na infância acho que meu desgosto era um tipo de solidariedade à minha mãe que até hoje acha o futebol uma grande besteira. E assim, mesmo durante as tais copas do mundo eu e ela não estávamos nem aí. Além disso, eu sempre associei o esporte à violência, rivalidade, competição, conflito, palavrões e essas coisas não levam ninguém pro céu... Por que eu fazia essas associações? Talvez pelos tipos de cenas que eu observava na TV, ou quem sabe pelas vezes em que meu pai voltava (e ainda volta) machucado do babas domingueiros.


Comunidade do baba domingueiro promovido por meu pai.

http://www.orkut.com.br/Community?cmm=90115380

Pra fechar minha birra, tem também aquela coisa que futebol “não é coisa de menina”, né... e já que, por isso, não me queriam lá eu também não fazia questão.

Mais crescidinha, entre a adolescência e a vida adulta eu até tentei não ser tão rígida... me vestia de verde-amarelo na copa, me deixava contaminar pela alegria do povo, tentava entender as regras e coisa e tal mas... nada.


Acho que meu “ódeo” começou a perder força quando passei a acompanhar o programa ROCKGOL na MTV 

Gente, eu me divertia muito com aqueles comentaristas esdrúxulos, cômicos e inteligentes. Adorava!  

Daí, acho que comecei a relaxar, continuava sem gostar de futebol, mas ele não mais me irritava tanto. Junto com isso acredito que meus estudos durante a graduação em antropologia me fizeram ver aqueles aspectos culturais do esporte, os significados para o ser brasileiro e tal e coisa e coisa e tal. Sem contar que comecei a perder o medo de não ir pro céu e admitir que afinal “violência, rivalidade, competição, conflito, sangue, suor e lágrimas” é também coisa de deuses.


Fase 1 - Primeiro uniforme completo aos 3 anos.

Posso dizer que hoje o único engasgo que ainda permanece em mim, mesmo nesse âmbito da compreensão acadêmica do futebol como fenômeno sócio-cultural (uau!), é essa coisa do dito-cujo ser uma representação do universo machista. E sendo assim, penso que pior do que nós mulheres estarmos de fora dele é estarmos dentro mas em cantos determinados pra nós: ora como enfeites nas arquibancadas, ora no papel das chamadas “maria-chuteira”.


Mas, ranços feministas a parte, tem uma coisa que atualmente é responsável por essa minha (quase) simpatia por esse complexo cultural chamado futebol: a paixão da minha amiga querida Adriana Amorim. É lindo ver ela torcendo, se envolvendo , comentando, participando, analisando... E é tão interessante essa relação entre teatro e futebol e as dinâmicas entre espetáculo e espectador. Hoje, Diana é uma referência futebolística pra mim (rsrs), tanto que só lembrei dela quando eu e Heron fomos levar nosso filho de 5 anos para o seu ritual de iniciação no universo futebolístico – fase 2 - ir ao estádio (a fase 1 é vestir o uniforme completo e expor a criança para que todos saiba pra que time afinal ela torce, e a fase 3 é ir ao estádio em dia de clássico – que pretendo “liberar” daqui uns 10 anos...)


Infelizmente Diana não estava lá nesse dia, bem, nem ela nem quase ninguém já que escolhemos um jogo “morninho” só para gatos-pingados. Mesmo assim, cheguei tensa imaginando mil-maluquices-de-uma-mãe-neurótica que poderiam acontecer naquele espaço enoooorme, imponente, palco de espetáculos sangrentos... ops, isso eram nos coliseus rsrsrs

Chegamos cedo(bem cedo, na verdade), e achei lindo aquela bandeirona estendida do lado de fora.

Entramos e aprendi que antes de cada jogo tem um outro jogo(ninguém merece! rsrs) dos mesmos times só com jogadores aprendizes, não profissionais, de base ou coisa parecida.

E enquanto a bola oficial não rolava o pai aproveitou para levar o filho pra dar uma voltinha no estádio.

A partida de verdade rolou finalmente, era Bahia x Serrano. O pai se encarrega de explicar algumas coisas específicas do jogo e eu mostro pra ele um pouco dos bastidores como a repórter que vemos na TV, etc. Lá pelas tantas uma jogada infame do Bahia é seguida pelos esbravejos de alguns torcedores esbravejam e meu filho diz gritando: “Ô, não fala assim com o Bahia!” Todos riram do que ele ainda não aprendeu.

 
O jogo antes do jogo ou “se não guenta, pra que vêio!!”.

Aí então, já quase no final do primeiro tempo começou a chover. E foi aquele corre-corre danado, muda de lugar, se esconde nas barracas, mas não teve jeito, ficamos encharcados.

Mas tudo bem, não pode ter “batizado” sem água, né?

Começamos a assistir o segundo tempo mas o nosso pequeno iniciado - que já tinha visto tudo que tinha que ver, comido tudo que tinha que comer - já estava exausto e impaciente para ir embora. Para convencê-lo a esperar mais um pouco enquanto o pai debruçava seu olhar de esperança sob o campo, improvisei uma bola com uma garrafa de água mineral vazia e, acreditem, mãe e filho se divertiram muito trocando alguns passes. Por fim, para garantir a tranqüilidade de todo o rito, saímos pouco antes do fim do evento.

E foi assim Diana, a estréia de Jerônimo no estádio, espero que você e seus leitores gostem!

P.S.: Dedico esse texto ao meu pai, torcedor do Santos e que até hoje joga seu baba domingueiro.


P.S.2: Gente era só pra falar da estréia do meu filho e eu acabei fazendo um “Essa é a minha vida” falando de futebol... tá vendo só o poder do dito-cujo!

 
Não basta ser mãe, tem que vestir a camisa.
 
DEPOIMENTO DE HERON, O PAI



Filho mascarado e pai orgulhoso.

Bi,

Minhas memórias daquele dia são muito agradáveis. Foi a segunda vez que fomos juntos a um jogo do Bahêa, e desta vez com Jerônimo. Foi um dia onde tudo deu certo, desde o local do estacionamento, travessia da av.Paralela, compra de ingressos, lanches e bombons! O estádio estava calmo. Repeti com a nossa cria o ritual da apresentação ao futebol que recebi de meu pai. Assim como eu, ele fez um reconhecimento do espaço físico do estádio, da atitude e postura das pessoas, da energia da torcida, da sensação de ver o jogo ao vivo, de interpretar o placar eletrônico, etc. Viu Paulo Sergio com Dandan, também todo vestido de Bahêa. Adorou chamar os ambulantes mercando bombons, pipoca, água, sorvete, etc. Reagiu quando os próprios torcedores do Bahêa chingaram o time. Viu a carga viva de um gol do Bahêa, que ganhou o jogo!!

A chuva, que causou aquele reboliço inicial, acabou me levando ao prazer de reencontrar Davi, um antigo, e querido , colega de trabalho de meu pai, o qual tive o prazer de conviver quando fiz estágio na Petrobrás (em 1988), por 6 meses, no próprio ambiente de trabalho deles. Quando eu ainda era bebê, e tive uma virose, esse mesmo colega deu grande auxílio a meu pai nos levando a um hospital, numa época que meus pais ainda não possuíam automóvel. Foi profundamente emocionante reconhecê-lo ali na lanchonete do estádio, depois de ser (novamente) amparado por ele, para quem eu havia me prostrado de costas, e que só pude reconhecer quando me virei para agradecer o pequeno recuo que aquele cidadão havia dedicado a nós três, ali ao amparo da chuva. Coletei o número do celular dele e entreguei a meu pai, que emocionou-se juntamente com suas lembranças.


Já no final, encontrei Vavá, amigo, colega de especialização e de mestrado, que me comunicou da primeira gravidez de sua esposa, enquanto olhávamos você e Jerônimo brincando de futebol com uma garrafa de plástico.

Saímos antes do final do jogo. Uma saída tranqüila de volta pra casa. Enfim, foi um dia muito feliz mesmo!

bj,



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É bolada, mamãe-torcedora!

domingo, 1 de maio de 2011

ERA UMA VEZ UM ESPETÁCULO QUE MUDAVA OS FINAIS... (OU AS FINAIS...)

Em homenagem a Dayse Andrade que me cutucou a escrever.


Num dos muitos trechos polêmicos da minha dissertação, eu briguei muito com meu orientador porque eu insistia que na dramaturgia do Futebol, o final era sempre imprevisível, não se sabia qual seria, ao contrário do Teatro a que estamos acostumados. Ele insistia que não, que contemporaneamente os finais eram inesperados e cada espetáculo poderia fazer o que quisesse com o texto que por ventura tenha servido de base à montagem. Mas eu insistia que Macbeth sempre ia matar o Rei, que Romeu e Julieta iam morrer, que João Grilo voltava da morte e era mais ou menos disso que eu falava.

Em termos de dramaturgia, no Teatro o final é fechado, posto que anterior á encenação e por isso passível de ser conhecido e no Futebol não. Lá na dissertação, que você pode conferir aqui eu chamo isso de DRAMATURGIA DA LEITURA, onde a dramaturgia sempre será posterior à cena, posto que se constrói em cena e na recepção, inevitavelmente.

O que eu queria dizer com isso? Que cada fim de partida, campeonato ou temporada era uma novidade. Mas os times da Bahia (os de Salvador, para ser mais precisa) resolveram me boicotar. E eis que todo ano agora é como se fosse mais uma montagem do Núcleo de Futebol da Bahia: o mesmo enredo, a mesma curva dramática, o mesmo final (para mim, trágico, obviamente!!!)

Desde 2009 que o Bahia vai para a decisão (apenas neste ano em semi-final, nos outros anos era na final), precisando vencer do Vitória, o Vitória amplia a vantagem no primeiro jogo, o Bahia vai precisando vencer de dois gols de diferença e só faz um. O famoso, ganha mas não leva.

Caramba, a mesma coisa. Hoje me deu tanta raiva, que eu achava melhor era ter perdido feio. Quando Marconi fez aquele gol, eu juro que não esperava. Nem tava vendo o jogo e de repente, o jogo mal havia começado e era gol do Bahia. Eu, que já desisti de passar por esse pedacinho, fui para o quarto e tentava - em vão - não pensar no jogo. Mas, meus vizinhos rubro-negros não me deixavam esquecer a tragédia que se anunciava. Então, eu ficava entre a arrumação do quarto, o jogo do Serrano, do Corinthians e - mais esquecidinho - do Flamengo. Só clássico!!!

E eis que como nos clássicos do Teatro, o final foi o mesmo. O Corinthians, meu timão, venceu o Palmeiras, em cobranças de pênaltis perfeitas (por isso mesmo, menos emocionantes). O Flamengo venceu o Vasco, e como um resultado clássico, o Bahia venceu o Vitória no Barradão.




Venceu, mas não levou.

Não levou, mas venceu!!!

Eu fico muito triste com esse resultado, porque sou Bahia, claro, mas também porque eu acho uma profunda falta de respeito dos dirigentes do Bahia deixarem a torcida sofrer assim. Não era pra ser assim. Uma torcida linda, histórica, assim, calada, numa triste noite chuvosa de feriado. Dia do Trabalhador e o peão triste, coitado, porque seu tricolor novamente não levou o Baianão. Fiquei só lembro de Seu Bira, da Voz do Campeão. Coitadinho. Ia ser tão bom tirar o Vitória da final. Eu acho que nem precisava ganhar o campeonato, só tirar a possibilidade do penta do inimigo já tava bom. E a cidade num silêncio. É assim, domingo em que o Bahia não leva a melhor.

Ai... (suspiro)

Só me resta parabenizar os rubro-negros baianos pela garra e determinação. Não é também nenhum grande time, não, mas fez sua tarefa e arrasou os adversários durante todo o campeonato. Que os jogadores e a direção do Bahia tomem vergonha na cara e respeitem o nome do nosso time campeão.

Quero só ver qual vai ser a dramaturgia da série A. Ao que parece vai ser puro drama, porque estamos sofrendo desde já. Mas,como toda boa dramaturgia tem uma peripércia, vai que nosso Bahia surpreende!!!

É esperar para ver. Mas esperar, não como platéia de Teatro, sentado e refém. Esperar como torcedor de Futebol: ativo, militante, raivoso.

A propósito: Sou Bahia de Feira desde pequeneninha...

É bolada, espectador tricolor!!!

sábado, 9 de abril de 2011

A VOZ DO CAMPEÃO

Está em cartaz em http://www.artedoespectador.blogspot.com/ a entrevista com Edvard Passos e Narcival Rubens, diretor e ator, respectivamente, do espetáculo A VOZ DO CAMPEÃO, em cartaz no Teatro SESC - Casa do Comércio, às quintas e sextas, 20h30.

Mas, como eu sou boazinha, vou postar aqui também, e ainda com bônus, viu.

Não deixe de prestigiar o espetáculo. Vale muito a pena. Amanhã publico meus comentários no mesmo blog.








É bolada, torcedor-espectador.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

EH, BAIANÃO DIFÍRCE...

O que é isso, Bahia?

Foi o excesso de alegria pelo acesso de 2010?

É por conta dos salários atrasados?

Tá substimando os times do interior?

Tá com preguiça de jogar nas cidades do interior da Bahia?

Seja lá qual for o motivo, ele tem que aparecer. Para nos dar uma satisfãção e para ser corrigido.

Chega de perder, gente. a gente tá cansado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CONCURSO MOBILIZAÇÃO TRICOLOR NA VIRADA

Gente, eu participei de um concurso de homenagens ao Bahia pelo acesso à Série A, e meu texto, publicado aqui no blog no finalzinho do ano passado foi um dos contemplados.

Além da alegria, eu ganhei uma camisa do time, ingressos para um jogo do baianão.

Confira os vencedores da promoção.
http://www.esporteclubebahia.com.br/80anos.asp


É bolada, vencedor!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

JAEL DEU UMA PORRADA NA FALTA DE RESPEITO

Gente, eu não sou nem um pouco a favor da violência, mas o que Jael fez colocou na pauta da discussão a falta de respeito de empregadores que ganham dinheiro com o suor do trabalhador e depois descumprem
acordos, desrespeitam contratos, e jogam no lixo qualquer traço ético que poderia haver na relação.

Será que o desempenho lamentável do time do Bahia no Baianão não estaria relacionado com essa novela interminável dos pagamentos?

No comecinho do blog, eu escrevi sobre esta questão, em relação aos trabalhadores da Arte-Educação e da Arte em geral. Se quiserem conhecer ou recordar, fica aqui a dica:

http://futeboldeartista.blogspot.com/2010/02/lei-pele-e-lei-pe-na-bunda.html

É bolada, deverdor!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Senhor do Bonfim do Baêa

Estou eu na cidade de Senhor do Bonfim, dando aulas como faço por este interiorzão da Bahia que eu tanto amo, quando dou de cara com uma outra Bahia que eu tanto amo. Ou melhor, o outro Bahia.

Sentada no jantar do hotel, eis que surge aquele mar vermelho de meninos comportados. Pergunto empolgada se são o time do Bahia e - obviamente - confirmam. Ligo empolgada para filhos e marido e, feito fã abestalhada, conto quem está no mesmo hotel que eu.

A oportunidade de ouro de fazer entrevistas se esvai na tensão de fã. Não quero incomodar os jogadores que lutarão por mais uma vitória no campeonato baiano aqui mesmo, em Sr. do Bonfim. Também não quero parecer uma Maria-Chuteiras passada e ficar abordando os jogadores. Sigo com meu trabalho didático, mas feliz sempre que encontro um 'moleque' do Bahia pelo hotel.

Peço autógrafo para eles em nome de João Vicente, grande admirador do time. São todos muito solícitos e simpáticos. Divulgo o blog - que eu num tô morta - e pego contato do responsável pelo time para uma aproximação mais oficial lá em Salvador.

É incrível o sentimento de respeito e carinho que a presença do time para o qual a gente torce impõe. É como se sua presença materializasse a existência do clube. Eu ficava pensando: são eles que jogam, que entram em campo, que a gente aplaude, grita, xinga, torce. São eles que fazem e tomam gol. É muito curioso estar tão perto de uma idéia, de um sentimento de torcedor.

Espero poder escrever mais sobre este encontro breve. Não posso deixar de negar a estranheza de ser uma mulher neste universo, de fazer doutorado e 'pesquisá-los' como se fossem algo fora do comum. De tudo por tudo eu era um ser estranho neste encontro. Mas, vivi a presentificação do time e com certeza isso vai ganhar lugar na tese.

A propósito - caso algum jogador tenha tido a curiosidade de ler o blog - espero que o jogo de hoje seja nosso e espero que o Bahia tenha um ótimo desempenho em toda a temporada. Espero que como profissionais vocês tenham muito sucesso e que como clube o Bahia continue na primeira divisão, seja campeão baiano porque é isso que nosso grande time merece.

É bolada, jogador!!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DEMOREI, MAS VOU AGORA COMENTAR:80 anos vai ser na série A


Estava eu assistindo ao espetáculo curitibano Vida, no Teatro Cacilda Becker, na Lapa em São Paulo, quando o Bahia ia entrar em campo. Ainda no táxi despedi-me do meu amor, que esperava desde a tarde daquele 13 de novembro nas arquibancadas de Pituaçu pelo mais aguardado espetáculo. Desliguei o celular, como de praxe e me entreguei ao belo drama sobre a existência e a solidão - se é que não são a mesma coisa.

Ao fim do espetáculo, fui ao banheiro - minto, ao toillet - e liguei, ali mesmo na salinha de pipi, agachadinha, o celular que pipocou três deliciosas mensagens:
1ªmensagem: Bahia 1 X 0 Portuguesa
2ª mensagem: Adriano 2 gols.
3ª mensagem: Acabou: 3 X 0.

Saio do banheiro equilibrando calças, celular, bolsa, cachecol e tudo o mais. Grito feito louca no educado banheiro - minto, toillet - paulista e mostro, enfim, do que sou feita. Dessa paixão e dessa falta de vergonha de ser feliz. Este orgulho de amar um estado, amar um time, amar uma identidade.

Saio e não consigo quase organizar a frase, dizer que o Baêa conseguiu. Ligo para Alam e com voz rouca e fundo musical ensurdecedor, ele me diz que nunca viu nada tão lindo. Ninguém sai do estádio. Os jogadores no gramado, a torcida nas arquibancadas, uma festa de amor. Um amor coletivo, sem idade, sem gênero, sem parentesco, sem precedentes. Um amor sem limites.

Continuo falando pelas esquinas, comentando com quem quer que passe em minha frente. Na mesma noite meu time paulista - meu timão - havia vencido o Cruzeiro com gol do meu Ronaldo. Pra que melhor? Chego à Augusta, depois de trocar figurinhas futebolísticas com o taxista, e vejo uma feliz camisa tricolor. Lamento não estar com a minha, que havia reservado para o domingo.

Toda essa longa narrativa, para dizer que a felicidade que sentia era tão plena, mas tão plena que eu não conseguia falar de outra coisa. É uma alegria de quem arranjou namorado novo. Ou de quem passou no vestibular. Aquela sensação de que o que parecia justo e certo - mas que podia não acontecer - aconteceu.

O torcedor tricolor estava que era uma pilha só. Um ri e chora sem fim. A cada jogo, novas sensações. Das vitórias, saíamos confiantes, unidos, empolgados. Do traumatizante empate com o Coritiba e o fiasco com o Brasiliense, saímos, simplesmente desolados, para dizer pouco.

E agora, essa alegria. Uma alegria que dura. Podemos dormir e acordar que a alegria não passa. Nem diminiu. Talvez se estabeleça, se tranquilize, mas passar, ah, isso não.

E o interessante é que no fundo, no fundo, toda alegria está naquilo em que a gente concentra energia mesmo para estar feliz. No ano que vem - nosso aniversário de 80 anos - vamos lutar, vamos ter que brigar com iguais, pois jamais deixamos de ser um time de primeira grandeza. Mas nada vai fazer a torcida esquecer este acesso. O elenco, a equipe técnica, o técnico deste momento são história. E Adriano Michael Jackson? HISTORY!!!



Que bom ver este povo feliz. Que bom ver uma cidade pintada de vermelho, azul e branco. Que bom ver a esperança de volta. Que bom ouvir hinos e canções falando do Bahia. Diante de tanta dor e tanta pobreza, miséria e corrupção, eis que o futebol faz da existência uma tarefa mais leve, até prazerosa.

Depois da emoção da ida ao museu do futebol, a vitória que deu acesso ao meu time à primeira divisão novamente, me faz ter certeza de que o objeto que pesquiso no doutorado é de uma relevância inquestionável e me conquistou pelo tamanho da humanidade que reside em si, no sentido mais amplo e genuíno que se possa pensar em humanidade.

Obrigada, meu Baêa, por me proporcionar experiência tão satisfatória e enriquecedora.

Leia o delicioso artigo sobre a subida do Baêa, escrita por Marcelo Barreto para o blog so Sport TV
 http://sportv.globo.com/platb/marcelobarreto/2010/11/06/quando-o-bahia-subir/#comments



É Bolada, elevador!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DO GRITO AO SILÊNCIO - Futebol para quem tem nervos de aço

Parafraseando a dissertação de mestrado do meu grande amigo e parceiro de doutorado Paulo Henrique Alcântara, intitulada . Do Silêncio ao Grito: As estratégias do encenador-educador Luiz Marfuz na direção dos Jovens do Liceu para o Espetáculo Cuida Bem de Mim, .quero falar, ou ao menos tentar falar, sobre as fortíssimas emoções do jogo de hoje, dia de finados, 02 de novembro de 2010

O jogo valia a liderança da Série B do campeonato brasileiro e praticamente garantiria o acesso à elite do futebol brasileiro em 2011. O Coxa, lider com 60 pontos e o Bahia, vice-líder com 58, lutavam por uma vitória.



O jogo contou com um público caloroso de 32.150 espectadores. 95% deles com o uniforme de torcedor, não tenho dúvida.

Eu não fui ver, mas Alam foi e o motivo deste post é justo um vídeo que ele fez no finalzinho.

Atentem para o seguinte: Na próxima semana vamos a São Paulo para o XI Congresso ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa em Artes Cênicas, onde vou fazer uma comunicação de minha pesquisa e o tema que escolhi foi a tragédia da Copa de 50. Cruzando autores do universo teatral, como Jan Kott, vou fazer uma comparação entre os elementos sugeridos por este autor encontrados nas tragédias e no drama contemporâneo com os elementos encontrados na partida entre Brasil 1 X 2 Uruguai, ocorrida no dia 16 de julho de 1950. Eu ainda nem tinha organizado minha apresentação e eis que a trama acontece.

Aos 40 minutos do segundo tempo, num jogo duro, o Bahia consegue fazer o gol que para mim era o gol da vitória, o gol da liderança, o gol do acesso, o gol da noite. 40 minutos. Eu e minha filha pulávamos de alegria e eu dizia: "Agora é esperar o apito". Mas, no meio da minha dancinha infame, Hannah diz, olhando para a tela do portal terra que dá minuto-a-minuto do jogo: Mãe, tá 1 X 1. Eu repetia: 'mentira, mentira, mentira". 46min do segundo tempo. Antes, segundos antes do apito que eu tanto esperava, o Coxa fez o gol do empate e na mais rápida queda que eu já vi, o Bahia foi de líder a terceiro colocado no campeonato. Gente, como é difícil acreditar.

Eu sou Bahia, todo mundo sabe disso, mas o que mais me chamava a atenção era o inusitado da situação. Eu sei que outras, muitas outras ocasiões semelhantes já aconteceram, até mais dramáticas, quando títulos foram decidios em fração de segundos - no fundo sempre é uma questão de segundos: quanto tempo leva um gol? Mas, eu não tinha vivido nada parecido. Eu ficava imaginando a crueldade do fato com aqueles 32.150 espectadores que silenciaram abruptamente quando ainda comemoravam o gol e só esperavam, como eu, o apito final, que veio logo após o gol trágico.

A pergunta que levo para o Congresso ABRACE vai mais quente do que eu esperava: o que é que faz isso? A quem cabe a decisão? Que força estranha decide os rumos de uma partida? O absoluto? O grotesco? O destino? Os homens?

Alam me confessa então que, atendendo a meu pedido, gravou a comemoração do gol do Bahia, mas acabou, sem querer, gravando o gol do Coritiba. Quando assistia, perguntei a ele se gravou o imenso silêncio que ele mesmo relatou quando aconteceu o gol. Ele disse, conformado: "Não gravei. Meu silêncio foi desligar a câmera"!

Acompanhe o vácuo que ficou do GRITO ao SILÊNCIO:





É BOLADA, TRICOLOR!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

O PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS FOI AO ESTÁDIO DE PITUAÇU - E ADOROU!!!

Ontem, 16 de outubro de 2010, finalmente deu certo a nossa visita ao Estádio Roberto Santos, conehcido como Pituaçu, ou melhor ainda, Pitu-aço, porque é a casa do Tricolor de Aço.

Apesar de algumas baixas na escalação tivemos um bonito time. Segue a lista dos convocados que atenderam ao chamado:

No gol: Daniel Marques
Defesa composta por: Reginaldo Carvalho e Paula Lice
Laterais: Alam Félix e João Vicente
No meio: Hannah Abnner, Karina de Faria e Deise Andrade
No ataque (brocando) Adriana Michael Jackson (três gols na partida!!!)








Foi uma linda festa. Um grande espetáculo de cores, sons e muita emoção. Teve vitória do nosso time, com 3 golaços de Adriano Michael Jackson. Teve cartão vermelho para o time adversário. Teve emoção na platéia (eu passei mal na hora no segundo gol, porque não tinha almoçado). Teve Paula Lice descobrindo que ao vivo não tem replay (e nem narração), teve a emoção da saída no já famoso corpo coletivo (veja vídeo no final). Teve Reginaldo comprando o uniforme na entrada. Muitas, muitas emoções.

Na terça (19/10) faremos o debate teórico sobre a experiência, como parte das minhas atividades de doutorado. No próximo post trago as considerações. Deliciem-se com as imagens:
















Veja alguns vídeos:













 
 FOI BOLADA, PESQUISADOR-TORCEDOR-ESPECTADOR. TRÊS BOLADAS!